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Imagem: filme Um Sonho Intenso, de José Mariani.

Pré-sal: quem desdenha quer vender. Baratinho, quase doado…

Fernando Brito | Publicado originalmente no Tijolaço 

O jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, lembrou Monteiro Lobato, para criticar o editorial do Globo, deste domingo, que classifica o pré-sal como ‘patrimônio inútil’; “Em seu ‘O Poço do Visconde’ deu o nome de ‘caxambueiros’ aos que descriam de nossa capacidade de explorar petróleo. E conta que o povo pegou estes marotos e ‘os fez passear pela cidade com caraças de burro na cabeça — e no fim da passeata os jogou na lama dos mangues para serem comidos pelos sururus’”, lembra o jornalista

Ontem à tarde, postei aqui algumas reflexões sobre a crise provocada pelos preços do petróleo e a advertência de que havia gente “se aproveitando disso para ver se convence os trouxas de que o petróleo não é mais o “ouro negro” e consegue que o entreguemos de mão-beijada”.

Não deu tempo nem de esfriar: O Globo sai hoje com um editorial dizendo que “o pré-sal pode ser um patrimônio inútil”.

Com o petróleo barato e os altos custos da extração no pré-sal (uma mentira, que tenta confundir o volume de investimento – alto – com o custo de produção, baixo, pela quantidade de petróleo que gera, com médias perto de 30 mil barris diários) para concluir que “foi erro crasso do lulopetismo, movido a ideologia, suspender por cinco anos os leilões, a fim de instituir o modelo de partilha no pré-sal, com alta intervenção do Estado”.

Perdemos, porque deixamos de atrair, bilhões de dólares, dizem.

Das duas, uma: ou O Globo nos crê burros por não entregarmos por uns poucos bilhões aquilo que vale trilhões ou crê que as multinacionais do petróleo são mais asininas ainda, porque pagariam bilhões por um “patrimônio inútil”.

Não há nada de novo entre os vendilhões do Brasil.

Há dois anos postei e posto de novo o que imaginava Monteiro Lobato, nos anos 40, quando teimavam em dizer que o Brasil não tina petróleo e ele se dedicava, à falta de muitos adultos que o acreditassem, explicar para as crianças o que seria do Brasil quando estes facínoras forem, afinal, desmascarados.

Em seu “O Poço do Visconde” deu o nome de “caxambueiros ” aos que descriam de nossa capacidade de explorar petróleo. E conta que o povo pegou estes marotos e “os fez passear pela cidade com caraças de burro na cabeça — e no fim da passeata os jogou na lama dos mangues para serem comidos pelos sururus”.

Que me perdoem os “politicamente corretos”, mas ainda é pouco para quem vende a sua pátria.

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