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Melhores e maiores

Cláudio da Costa Oliveira*

Depois de tanto bombardeio com informações negativas e falaciosas sobre a Petrobras, hoje a opinião pública brasileira é de que a empresa está quebrada, com sérios problemas de caixa, tem uma dívida impagável, tendo sido dilapidada num processo de corrupção, e o que é mais relevante: tudo às custas do contribuinte brasileiro.

Com a consciência pública induzida ao erro, fica justificável qualquer ação política contra a empresa, inclusive a aprovação do projeto de lei 4567/16 de José Serra. Ficam justificados também, sem nenhuma contestação, os planos de desinvestimentos em curso.

Mas a verdade, como já alertamos em diversos artigos, é que a Petrobras essencialmente continua a mesma, produtiva e rentável. Nenhum processo de corrupção ou de falsas informações propaladas por parte da mídia, podem abalar suas estruturas e esconder os fatos.

Apesar do prejuízo recorde registrado em 2015, fruto de um ajuste contábil (impairment) absurdo e injustificável, que está sendo altamente contestado, os fundamentos da empresa continuam sólidos e com o desenvolvimento do pré-sal, indicam um caminho de sucesso superior a todas as outras petroleiras.

Em sua edição deste mês a revista Exame publicou a relação das maiores empresas do Brasil, com base em dados dos balanços publicados referentes a 2015.

As empresas são ordenadas em função de suas “Vendas Liquidas”, que são as “Vendas Brutas” deduzidas dos gastos e tributos incidentes sobre vendas.

As cinco maiores empresas listadas são pela ordem: Petrobras (US$ 67,3 bi), BR Distribuidora (US$ 26,0 bi), Ipiranga (US$ 17,5 bi), Raizen Combustiveis –Shell (US$ 14,4 bi) e Vale (US$ 11,4 bi). Em 2015 a Raizen ultrapassou a Vale e assumiu a quarta colocação. As 3 primeiras (Petrobras, BR e Ipiranga) mantiveram as posições de 2014.

Portanto as quatro maiores empresas brasileiras atuam na área de combustíveis, sendo as duas primeiras estatais, e aos outras privadas, uma de capital brasileiro (Ipiranga) e outra de capital estrangeiro (Raizen), porém existem algumas diferenças entre elas que merecem realce.

Notem que as vendas da Petrobras equivalem ao somatório das vendas das outras 4 empresas. Na verdade as Demonstrações Consolidadas mostram que as vendas brutas da Petrobras superam o PIB de países como Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Outro número relevante é o da “Riqueza Criada”, que representa a contribuição das empresas para a sociedade de forma geral. Ela é apresentada nos Relatórios Anuais no documento chamado “Demonstração do Valor Adicionado”.

Em 2015 a Petrobras criou US$ 41,7 bi em riquezas, o equivalente a 62% de suas vendas. A BR Distribuidora criou US$ 4,7 bi, equivalente a 18% de suas vendas. A Ipiranga criou US$ 0,8 bi, equivalente a 4,5% de suas vendas. A Raizen não publicou esta informação, pois sendo uma empresa de capital fechado não é obrigada a faze-lo. A Vale criou US$ 7,2 bi, equivalente a 63% de suas vendas.

Vemos que a riqueza gerada pela Petrobras é quase 6 vezes superior à segunda colocada Vale. É de se notar também que a relação Riqueza Gerada / Vendas é substancialmente superior na Petrobras e na Vale do que nas demais empresas em análise.

Verificamos também os tributos pagos que na Petrobras alcançaram a cifra de US$ 21,1 bi, ou seja 31% de suas vendas. Na Br foram de US$ 4,5 bi, ou 17% das vendas. Na Ipiranga US$ 0,2 bi, ou 1,1% das vendas. A Raizen também não publicou esta informação e a Vale apresentou um valor negativo de US$ 1,1 bi provavelmente em função de algum crédito ocorrido no período.

Novamente a Petrobras se mostra absoluta, como o maior contribuinte brasileiro, pagando quase 5 vezes mais tributos que a segunda colocada BR Distribuidora.

Finalmente, nos investimentos realizados a Petrobras também é a primeira com US$ 14,8 bi, seguida da Vale com US$ 3,8 bi, da Raizen e da BR com US$ 0,2 bi, e da Ipiranga com US$ 0,1 bi.

Portanto a Petrobras é líder no ranking em Vendas, Riqueza Criada, Tributos pagos e Investimentos realizados. Lembrem-se de que a Petrobras dispõe hoje em caixa cerca de US$ 30 bi. O maior caixa da sua história. Que empresa “quebrada” é esta ?

Então o que esconde a campanha da mídia, buscando distorcer a opinião pública? Muito claro: o interesse estrangeiro no pré-sal.

Aos políticos basta o apoio da opinião pública para aprovar o projeto de lei 4567/16 do José Serra, que dá início ao processo de entrega do pré-sal.

Mais uma vez vai caber aos petroleiros, sair na frente em defesa do maior patrimônio do Brasil.

* – Cláudio da Costa Oliveira é economista aposentado da Petrobras

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