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Etapas de construção do navio Rômulo Almeida no estaleiro Mauá

Conteúdo Nacional, Pré Sal e Lava Jato: uma oportunidade que vai se perdendo

 Jose Sergio Gabrielli de Azevedo[1]

Estamos assistindo a desmontagem de uma política industrial setorial que, aproveitando-se de uma oportunidade histórica muito rara da descoberta de uma gigantesca riqueza de hidrocarbonetos, da existência de uma empresa com condições técnicas, gerenciais e financeiras de ser a ancora do processo de constituição de uma cadeia de fornecedores tecnologicamente avançados no Brasil, com custos competitivos no longo prazo e com a abertura de novas atividades com escala suficiente para induzir os investimentos, poderia reduzir os riscos da doença holandesa e dependência demasiada dos fluxos de renda do petróleo. Poderia ser a base de um conjunto de investimentos que transformassem o futuro do pais.

Há uma crescente compreensão de que os reservatórios de petróleo descobertos com seus barris recuperáveis só efetivamente se transformam em riqueza socialmente capturada se condições de superfície forem desenvolvidas, de forma a possibilitar a apropriação pela sociedade da renda potencialmente gerada por esta exploração de recursos naturais. Caso contrario, a apropriação da renda petroleira beneficia apenas uma minoria da sociedade.

No caso brasileiro, que não é fortemente exportador e que já conta com uma matriz industrial relativamente desenvolvida, a produção nacional de petróleo diminui a dependência das importações, viabiliza custos de derivados relacionados com os custos de produção da matéria prima e provê à economia as condições de ter acesso aos combustíveis necessários para o seu funcionamento, a depender do seu parque de refino, além de contribuir para as receitas estaduais com o ICMS sobre os derivados e participações governamentais sobre a produção de petróleo.

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